Livros & Companhia: sessão 2, com Adriana Calcanhotto


A segunda sessão de Livros & Companhia, a 11 de março de 2017, teve como convidada Adriana Calcanhotto. Dentro do protocolo da sessão, Adriana elegeu A mulher que matou os peixes, de Clarice Lispector, e falou do impacto do livro na sua formação, em criança, lendo alguns excertos. Falámos em seguida de vários livros de Adriana, sobretudo as suas antologias: a Antologia Ilustrada da Poesia Brasileira para crianças de qualquer idade, a de Haicai do Brasil e a recentíssima É agora como nunca. Antologia incompleta da poesia brasileira contemporânea, entretanto publicada em Portugal, nos Livros Cotovia. Falou-se ainda de Saga Lusa, por razões (lusitanas) óbvias, e da também muito recente antologia, levada a cabo por Eucanaã Ferraz, das letras de Adriana, Para que é que serve uma canção como essa?, antologia da qual li o poema “Negros”, sobre o qual em seguida falámos.


Apresentei ainda os três volumes de Nelson Rodrigues publicados recentemente em Portugal pela Tinta da China – A vida como ela é, O homem fatal e A menina sem estrela -, naquela que é uma das mais relevantes edições de autores brasileiros em curso em Portugal. Para a rubrica permanente “Livros raros e usados”, já no final da sessão, e para que a sessão fosse inteiramente dedicada ao Brasil, escolhi Alegria, alegria, de Caetano Veloso (ou melhor, e como consta do subtítulo, “Uma caetanave organizada por Waly Sailormoon”), com data de 1977. Apresentei o livro, e a sua diferença histórica e cultural em relação ao livro que Caetano viria a editar 20 anos depois, Verdade Tropical, e propus que a energia com que a obra de 1977 explora a própria forma do livro se compaginasse com alguns dos livros com que a geração poética brasileira daqueles anos explorava também a forma do livro. Os exemplos que exibi e comentei foram Me segura qu’eu vou dar um troço, de Waly Salomão, de 1972, Grupo escolar, de Cacaso, de 1974, ou Quamperios, de Chacal, também de 1977. Adriana falou de Waly Salomão, com quem manteve uma longa parceria, além de Caetano.

A sessão terminou com Adriana a cantar duas das suas canções na bela Fender que acabara de comprar em Lisboa e que se estreou nessa sessão de Livros & Companhia. Resta dizer que as fotos são de João Duarte, a quem agradeço a gentil cedência.

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